Metaverso e medicina: como a novidade pode impactar a área da saúde?

Compartilhe:
A relação entre o metaverso e a medicina
O metaverso é um dos assuntos mais comentados na área de tecnologia nos últimos tempos, e a saúde não ficará de fora.

Sumário

O metaverso é um dos assuntos mais comentados na área de tecnologia nos últimos tempos, e a saúde não ficará de fora. Com o forte avanço tecnológico na área, impulsionado pelas demandas provocadas pela pandemia de Covid-19, é inevitável refletir a respeito da relação entre metaverso e medicina.

Embora os especialistas estimem que ainda faltam alguns anos para que o metaverso chegue aos usuários, gigantes da tecnologia vem investindo pesado na novidade. Logo, não é difícil imaginar que a adesão de pacientes e instituições de saúde seja questão de tempo.

Por isso, é fundamental que os profissionais da área também estejam preparados. Neste artigo, trazemos uma introdução ao tema, com o conceito de metaverso, sua relação com a medicina e, é claro, alguns exemplos de como isso deve ocorrer na prática.

Acompanhe até o fim!

O que é metaverso?

O metaverso é definido pela Meta, grupo de empresas de Mark Zuckerberg, como “a próxima evolução nas conexões sociais”. Na prática, trata-se de construir mundos virtuais, nos quais os usuários poderão interagir por meio de recursos como óculos de realidade virtual e cenários imersivos, alimentados por inteligência artificial.

Mas o termo metaverso é um pouco mais antigo do que o conceito apresentado pela empresa de Mark Zuckerberg. O primeiro registro da palavra ocorreu o livro de ficção científica “Snow Crash”, escrito por Neal Stephenson e lançado em 1992. Superficialmente, a ideia era a mesma da que vem sendo apresentada nos últimos anos: o metaverso da obra é um mundo virtual que se tornou possível graças a uma rede de computadores ligada por fibra ótica.

Anunciado em 2021, o metaverso desenvolvido pelo criador do Facebook e sua equipe só deve alcançar um grande número de usuários a partir de 2026. Ainda assim, é algo para se pensar. Além da iniciativa da Meta, outras empresas como Microsoft, Google e Apple vêm dando seus primeiros passos em direção a criação de seus próprios metaversos.

Qual a relação entre metaverso e medicina?

Alguns especialistas já vêm estudando as possíveis relações entre o metaverso e a área da saúde, principalmente a medicina. Embora ainda seja muito cedo para que iniciativas práticas cheguem ao mercado, é importante prestar atenção às movimentações do mercado.

Em artigo no Rock Health, as pesquisadoras Charlotte Hawks, Adriana Krasniansky, Megan Zweig e Jasmine DeSilva contextualizam o tema. De acordo com as especialistas, a saúde digital é dominada por produtos e soluções que dão aos pacientes e provedores a capacidade de visualizar, compartilhar, trocar, criar ou interagir com o conteúdo digital.

Entre os principais exemplos estão a inserção de dados de pacientes em prontuários eletrônicos, o envio de pagamentos por meio de portais online, a transmissão de demonstrações de fisioterapia em um aplicativo ou o compartilhamento de vídeos durante uma teleconsulta.

No entanto, o metaverso pretende mudar a relação entre pessoas e tecnologia, permitindo que os usuários tenham experiências “dentro” do conteúdo virtual, em vez de simplesmente interagir com produtos e soluções digitais.

“As experiências do metaverso de saúde digital podem incluir pacientes que participam de sessões de terapia em grupo de realidade virtual, cirurgiões planejando procedimentos em hologramas anatômicos ou gestantes praticando técnicas de amamentação em realidade aumentada”, elaboram as pesquisadoras.

Quais tecnologias devem ganhar notoriedade na relação entre metaverso e medicina?

Ainda de acordo com o artigo da Rock Health, há basicamente duas esferas em que o metaverso e a medicina devem se encontrar. São elas:

  • ambientes imersivos — mundos virtuais ou híbridos com os quais profissionais de saúde e consumidores se envolvem para fins educacionais, de assistência ou terapêuticos;
  • gêmeos digitais (digital twins) — representações de entidades do mundo real que existem em realidades virtuais (metaversos) e podem ser manipuladas para obter insights para a tomada de decisões em saúde.

3 iniciativas relacionadas à saúde e metaverso que já vêm sendo desenvolvidas

A seguir, vamos elencar algumas ideias voltadas à saúde digital que já começam a despontar como candidatas a destaques da área no metaverso. Confira!

1. Jogos de realidade virtual como tratamento para TDAH e depressão

Em junho de 2020, o Food and Drugs Administration (FDA), dos Estados Unidos, concedeu autorização de comercialização ao EndeavorRx, um jogo de corrida destinado a crianças de 8 a 12 anos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Em vez de pílulas, o tratamento se baseia em correr por mundos alienígenas.

Ao olhar além da camada superficial do jogo, são encontrados estímulos e algoritmos patenteados, projetados para atingir as áreas do cérebro que desempenham um papel na função de atenção.

O jogo, no entanto, não deve ser uma terapia autônoma, tampouco um substituto para a medicação de uma criança. Mas evidências convincentes mostraram como o EndeavorRx melhora a função de atenção em crianças com TDAH, o que o FDA levou em consideração.

2. Treinamento para colocação e retirada de equipamentos de proteção

Durante a pandemia de Covid-19, um desafio extra para os profissionais de saúde atuantes na linha de frente era a colocação e a retirada segura dos equipamentos de proteção individual (EPIs). O risco de contágio era grande e, com a necessidade de prática do isolamento social, o momento não era o mais adequado para reuniões e treinamentos presenciais.

Assim, a Academia da OMS lançou, no final de 2020, um novo curso com base em tecnologia de realidade aumentada, demonstrando as técnicas adequadas e a sequência correta para para colocar e remover EPIs.

Embora já existissem muitos cursos disponíveis na internet, a realidade aumentada levou a experiência de aprendizagem para um nível mais imersivo. Estudos já demonstraram que essa abordagem permite que os indivíduos aprendam mais rapidamente e retenham mais conhecimento.

3. Previsões a respeito de tratamentos e do próprio envelhecimento

Os gêmeos digitais, já citados neste texto, são a base deste exemplo. Em entrevista à Forbes, o CEO da Latus Health, Jack Latus, disse acreditar que os gêmeos digitais acabarão se tornando “bonecos de teste” para indivíduos, como forma de fazer previsões relacionadas à saúde.

Entre essas previsões estão desde a forma como vamos nos recuperar de uma cirurgia até as possíveis reações a medicamentos específicos. Isso acontecerá por meio da crescente capacidade de mapear e entender a genética individual. Por exemplo, ao envelhecer esse gêmeo digital em 10 anos, como isso o afetará? Assim, cuidados preventivos poderão ser realizados para evitar problemas de saúde em indivíduos reais.

Chegamos ao final deste artigo sobre metaverso e medicina, mas ainda há muito mais a ser discutido em relação ao tema. A tendência é que o assunto ganhe cada vez mais espaço não apenas na mídia, como na vida de profissionais de saúde, instituições e pacientes.

Continue bem-informado! Leia nosso artigo sobre transformação digital na saúde!

Marketing Prontmed

Marketing Prontmed

Deixe um Comentário:

Conteúdo relacionado

8 de agosto de 2023
Gestão de doenças crônicas, redução de custos e mais motivos para construir rede de cuidado na sua empresa de saúde
18 de julho de 2023
Entenda como promover a redução de desperdícios na saúde a partir da padronização do atendimento
28 de junho de 2023
Associados do SIMES têm direito a até 37% de desconto no Prontmed Hub