Saúde da mulher: o que é e qual o papel dos médicos na prevenção de doenças?

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Saúde da mulher: qual o papel dos médicos na prevenção de doenças?

Sumário

O dia 8 de março se tornou conhecido como o Dia Internacional da Mulher em função da luta pela igualdade e pelos direitos femininos. Uma dessas conquistas foi ter acesso a cuidados específicos com o corpo e a mente, que se tornaram conhecidos como saúde da mulher.

Neste artigo, vamos resgatar um pouco da história das políticas voltadas à saúde delas, falar sobre o papel dos médicos e demais profissionais de saúde no bem-estar de suas pacientes e, é claro, abordar a importância da tecnologia neste cenário.

Venha com a gente!

O que é saúde da mulher?

A saúde da mulher diz respeito a todos os cuidados necessários com o público feminino ao longo de sua vida, do ponto de vista médico. Embora algumas especialidades estejam mais diretamente ligadas a elas — como a ginecologia e a obstetrícia, por exemplo —, há uma série de outras doenças que devem ser prevenidas.

Cada vez mais, questões relacionadas à saúde mental, a distúrbios hormonais e ao câncer de mama e de colo do útero são abordadas com um viés preventivo. Essas conquistas vieram como parte de políticas públicas de saúde destinadas às especificidades das mulheres.

O que diz a política de saúde da mulher?

No Brasil, o Ministério da Saúde lançou, em 2004, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM). O documento foi criado com base no diagnóstico epidemiológico da época, levando-se em conta a necessidade de pôr em prática medidas gerenciais e sanitárias, além das singularidades e da inserção sociocultural das mulheres. Mas nem sempre foi assim.

As primeiras políticas de saúde voltadas às mulheres criadas no Brasil, no começo do século XX, basicamente contavam com diretrizes focadas na gravidez e na realização do parto. Ou seja, a saúde da mulher era vista sob o viés de seu papel como mãe. Ainda que uma evolução tenha sido observada na segunda metade do século, a visão ainda era muito limitada, olhando para as mulheres apenas como responsáveis pelas tarefas domésticas.

Ainda que o PNAISM traga um forte viés de atenção materna-infantil e proteção à gestante, pontos antes pouco abordados, como a prevenção ao câncer de colo do útero e de mama, entre outros, tornam-se mais evidentes no novo documento.

Conforme o próprio texto do PNAISM, a Política Nacional engloba “os avanços no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, com ênfase na melhoria da atenção obstétrica, no planejamento familiar, na atenção ao abortamento inseguro e no combate à violência doméstica e sexual”.

O documento — que passou por uma revisão em 2015 — também aborda questões relativas à prevenção e ao tratamento de mulheres com HIV e AIDS, de doenças crônicas não transmissíveis e de câncer ginecológico.

Principais pontos de atenção para mulheres: como os médicos podem ajudar?

Quando se fala em saúde da mulher, há uma série de pontos de atenção que devem ser levados em conta. A seguir, vamos elencar os principais e trazer dicas a respeito de como os médicos podem conduzir cada situação. Continue com a gente!

Mudanças no corpo da mulher

Ao longo da vida, as mulheres passam por uma série de mudanças físicas que devem ter o devido acompanhamento médico. A puberdade, com a chegada da menstruação e alterações no corpo, é a primeira delas. Questões como ciclo menstrual e período fértil passam a fazer parte da rotina.

Para as mulheres que desejam ser mães, o período de gestação também é marcado por mudanças corporais e potenciais questões de saúde mental que devem ser observadas de perto. Ainda que temporárias, muitas dessas alterações impactam a saúde e a qualidade de vida.

Mais adiante, a menopausa é outro período de mudanças no corpo das mulheres, que também merece a devida atenção médica. Em todos esses casos, orientações profissionais são essenciais — mesmo que o médico seja especialista em outra área da saúde, pode recomendar às suas pacientes o acompanhamento adequado com um colega.

Sistema reprodutor

Ainda que não tenham vontade de ter filhos, as mulheres também precisam do devido acompanhamento médico no que diz respeito ao sistema reprodutor. Ele está diretamente relacionado ao equilíbrio hormonal — que pode trazer impactos tanto para o corpo quanto para a saúde mental — e à qualidade de vida sexual.

Questões hormonais

Há uma série de doenças que podem ser provocadas pelo desequilíbrio hormonal, mesmo que não estejam ligadas ao sistema reprodutor. O acompanhamento com endocrinologista é importante para identificar doenças que nem sempre têm sintomas muito evidentes, tais como:

  • hipotireoidismo;
  • hipertireoidismo;
  • doença da hipófise;
  • Síndrome de Cushing, entre outras.

Prevenção ao câncer de mama e de colo do útero

O acompanhamento médico para prevenção do câncer de mama deve ser feito desde a juventude. A partir dos 40 anos de idade, uma atenção especial deve ser dada a esse cuidado por parte de pacientes e profissionais de saúde.

Em países desenvolvidos, a prática do autoexame não é mais recomendada. No entanto, pode ser realizada em casa pelas mulheres como forma de autoconhecimento, desde que o exame clínico também seja feito regularmente.

Já o câncer de colo do útero deve ser prevenido, antes de tudo, com a vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). As meninas podem ser vacinadas a partir dos 9 anos de idade, já que sua eficácia é maior antes do início da vida sexual. É fundamental que médicos e outros profissionais de saúde, ainda que não sejam especialistas nessas áreas, façam as recomendações necessárias às pacientes.

Trombose e demais impactos do uso de pílulas anticoncepcionais

De acordo com o Ministério da Saúde, a trombose se caracteriza pelo “desenvolvimento de um coágulo (trombo) dentro de um vaso sanguíneo. Isso causa o entupimento do vaso e dificulta o retorno venoso ao coração”.

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão a imobilização prolongada e o uso de anticoncepcionais — embora questões hereditárias também possam estar envolvidas. É fundamental alertar as pacientes para os riscos e para a prevenção, que envolve a prática de exercícios, bons hábitos alimentares e rejeição ao tabagismo.

Saúde mental e Síndrome de Burnout

A saúde mental é uma questão bastante delicada para a população em geral e, portanto, não deve ser deixada de lado quando se fala em saúde da mulher. A famosa “jornada dupla”, com a presença feminina no mercado de trabalho e os cuidados com a casa e com os filhos — que, em muitos casos, ainda não são divididos de forma igualitária com seus parceiros, sem falar na grande quantidade de “mães solo” —, podem agravar quadros de ansiedade e depressão.

Além disso, os menores salários e as dificuldades impostas pelo mercado de trabalho — que ainda tem uma forte raiz cultural masculina — podem contribuir para o surgimento da Síndrome de Burnout. Associada ao estresse profissional, a síndrome já é uma das principais responsáveis pelo afastamento do trabalho.

Um estudo identificou que as mulheres são a maioria das vítimas do Burnout. Feita pela plataforma LinkedIn com aproximadamente 5 mil profissionais dos Estados Unidos, a pesquisa descobriu que 74% das mulheres se dizem estressadas em função do trabalho. Na inevitável comparação com os homens, 61% deles se colocaram na mesma situação — um número ainda bastante significativo, mas consideravelmente menor.

Exames periódicos

É fundamental que os médicos solicitem às suas pacientes uma série de exames dentro da periodicidade e faixa etária recomendada. Entre os principais estão:

  • colposcopia/vulvoscopia;
  • densitometria óssea;
  • exame clínico durante a consulta;
  • exames hematológicos, sorologias e dosagens hormonais
  • mamografia ou ultrassom de mamas (dependendo da idade da paciente);
  • Papanicolau;
  • ultrassom transvaginal.

O papel da tecnologia no acompanhamento da saúde da mulher

A tecnologia cumpre um papel importante nos cuidados com a saúde da mulher. Entre os principais pontos estão o registro dos dados clínicos das pacientes no prontuário eletrônico, que permitem observar padrões, tendências e possibilidades a serem analisadas ao longo do tempo.

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Ferramentas de suporte à decisão clínica também podem auxiliar os profissionais de saúde, já que esses sistemas são alimentados com conteúdo médico atualizado e podem ajudar na identificação de exames a serem solicitados e na determinação de diagnósticos com agilidade.

Já a telemedicina também surge como uma aliada nos cuidados com as pacientes. Pessoas com dificuldade de locomoção — pacientes que sofrem de trombose, por exemplo — ou que vivem em lugares distantes, podem ter um acompanhamento médico mais frequente, sem a necessidade de se deslocar.

Chegamos ao final deste artigo, no qual abordamos um tema importantíssimo: a saúde da mulher. Ainda que muitos avanços tenham ocorrido ao longo dos anos, é fundamental aprimorar cada vez mais os cuidados com esse público.

Um dos pontos principais é a prevenção ao câncer de mama. Então, que tal conferir agora nosso post sobre a campanha Outubro Rosa?

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